Centro de Estudos Borgianos 5

Fãs,

A ciência evolui na medida em que gatos estão pesquisando para entender mais a espécie felina.

De nada por isso.

Fiquem com mais este estudo.

Lambeijos

Borges, o gato

estudo5

Anúncios

Borges Pergunta 5 – Sobre as unhas

borgespergunta

Fãs,

Hoje a pergunta é referente às unhas do gato!

Você corta?

Muita gente corta para evitar que os gatos se machuquem ou que estraguem os móveis.

Mas tem gente que acha que isto vai contra a natureza do animal e outros, ainda, não cortam por não saber ou porque o gato não deixa.

E você?

Além de votar, escreva nos comentários abaixo seu relato caso ache interessante. Vamos trocar ideias.

Sacrifícios em prol da fofura

Fãs,

Já falei aqui com vocês sobre a Estética da Fofura (se não leu, clique aqui ). Como toda estética, ela exige dedicação, alguns sacrifícios e trabalho. Vovó é uma artesã da fofura. Ela potencializa ainda mais as fofurices dos gatos daqui do Castelo do Grey. Vovó é como aquela moça que coloca a cerejinha no bolo, ela pode não deixar o bolo melhor, mas com certeza deixa mais fofo. Mas a Christie não liga muito para exercer esta estética, ela só quer saber de correr, pular, rolar no chão. Mario Grey é impaciente e acha que para ser fofo basta governar seu castelo. Eu não. Eu sou adepto de ficar mais fofo sempre: usar toucas, gravatas, óculos… a fofura para mim é ilimitada e é rumo ao infinito de fofurice que quero caminhar.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

148

Mario Grey fica ainda mais rabugento quando usa touquinha

151

Christie acha que touquinha atrapalha suas aventuras

149

Eu não, diferente deles: estou sempre a serviço da estética da fofura e em busca de ser cada dia mais fofo

150

Ai, como sou fofo!!!

 

Divã do Borges 5 – Blizzard, o gato cosmopolita

divã

 

Fãs, clientes, pacientes.

Mais uma quarta-feira, mais um caso.

Venho desenvolvendo uma teoria em que 99% das vezes quem possui a culpa dos distúrbios felinos é a mãe. Desta vez recebo em meu consultório virtual uma mãe que se acha psicogata, enquanto ela vai descrevendo o caso de seu filho, ela mesma vai analisando. Vamos ler seu relato:

O Relato

Caro Borges, saudações!

Apenas recentemente tive conhecimento de tuas habilidades terapêuticas, através do brilhante desfecho da análise da gata Malu-ca, cuja descrição foi publicada em “Divã do Borges”.

Resolvi trazer a ti o caso da gata Blizzard, a flor de meu coração. Há evidências fortes de conflito de personalidade (ou bipolaridade?), pois Blizzard hora acredita ser um tigre, hora um porquinho da Índia.

Talvez o conflito tenha iniciado já em seu batismo: batizada Blizzard (que em inglês significa “tempestade de neve”) e morando em Porto Alegre, onde o verão é escaldante, teve já aí afetada sua percepção das coisas; ou ainda o agravo do choque cultural de ter mãe brasileira e pai alemão. Não se sabe como um gato lida com isso. Ainda muito jovem, com menos de dois anos de idade, mudou-se para a Alemanha, cruzando bravamente o oceano. Finalmente em seu elemento – a neve – e então com dupla cidadania, a vida começou a fazer mais sentido para Blizzard, que rapidamente impôs sua forte personalidade sobre os cachorros e gatos alemães um tanto bobocas e dominou a vizinhança.

Tudo se desenrolava normalmente até o dia em que hospedamos dois porquinhos da índia de uma amiga que saía de férias. Isso mudaria a vida de Blizzard – não, mudaria Blizzard! – de forma irreversível. Imediatamente os porquinhos exerceram atração irresistível sobre a pequena tirana que passou cada minuto daquela semana junto a seus queridinhos. Mas os pequeninos foram levados de volta para seu lar, e Blizzard jogou em nossa cara sua ácida verdade: “Eles são tudo pra mim.”

Em caráter de emergência, não tivemos outra opção senão incorporar rapidamente à família adoráveis porquinhos (Mozart, o garoto, e Borboleta, Lola e Karamell Bombom, as meninas), que se tornaram a razão de ser de Blizzard. Eis que começam a surgir ratinhos e passarinhos mortos no “chiqueirinho” dos porquinhos. E Blizzard não compreende por que seus filhotes não comem a caça que ela lhes traz com tanto zelo!

Passado pouco mais de um ano, Blizzard é sim uma porquinha da índia, mas ainda é também um pequeno tigre. Eventualmente precisa passar um tempo com outros tigres (de pelúcia), porque no fundo estes é que lhe entendem a alma. Não sei até que ponto este conflito lhe causa sofrimento, por isso recorro a ti.

Borges, que me dizes?

Vamos analisar:

Fãs, este é um dos casos mais fáceis que peguei em toda a minha vida. Vamos lá:

1 – Temos um gato, porquinhos e cadáveres.

2- Convenhamos, quem está aí para os ratinhos e passarinhos? Só foram criados para ser caça de felinos mesmo. Só não acho que fica bem aí na Europa ele carregar esses corpos assim, ensine-o as normas de etiqueta européia e, em breve, ele poderá ir aos grandes restaurantes e cafés da União Europeia comer ratinhos e passarinhos já assados e usando talheres.

3 – Os cachorros e gatos alemães são para Blizzard uns bobocas. Interessante! Informação anotada.

4 – Mãe, não se preocupe, seu filho não possui nenhum trauma ligado ao nome, nenhuma crise em sua felinidade, não se acha um porquinho da índia, nada disso. O problema dele é outro.

Solução do caso:

1 – O problema é único! Ele sofre de Crise de Nacionalidade Aguçada. Como brasileiro que viajou para a Alemanha, ele não conseguiu identificação com os gatos e cães alemães que nasceram ali e nunca saíram dali.

2 – Por que Porquinhos da Índia? Porque afinal, assim como ele é um gato brasileiro, os porquinhos são indianos. Então compreendem esta coisa de sair de um país de origem e ir morar na Alemanha. Sendo assim, tanto Blizzard quando os porquinhos possuem extrema afinidade por estarem em terra estrangeira.

4- Quando Blizzard leva para eles sua caça, só está querendo ensiná-los hábitos aqui de sua terra natal, mas como os porquinhos são indianos, eles não gostam deste tipo de alimentação brasileira, preferem comer ervas, gafanhotos e outras coisas estranhas. Ah, jamais deixe o Blizzard oferecer um sachê de carne de vaca para os porquinhos indianos, eles sairiam extremamente ofendidos.

5- O que recomendo, mãe, é que para aumentar o ciclo de amizades de seu filho e ajudá-lo a superar a Crise de Nacionalidade Aguçada, você tenha em casa não só os porquinhos da Índia, mas também Galinhas D’Angola e Vacas Holandesas. Estes são animais muito apegados aos seus países e poderão compartilhar a experiência de estar fora de sua terra! Ah, jamais deixe Blizzard fazer amizade com um pastor alemão!

Mais um caso resolvido!

Até a próxima.

Dr. Borges, o gato.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Blizzard estava só na longínqua e fria Alemanha

image (3)

Até que o gatinho brasileiro arrumou amigos indianos para conversar e aquecer a vida